O fenômeno dos vinhos Rosés

Por muitos anos, os vinhos rosés foram denominados muito doces, frutados, perfumados, de coloração muito rosada e para muitos considerados vinhos femininos. Mas, essa identidade foi alterada pela qualidade das uvas utilizadas, pelo processo de vinificação melhor e pela dedicação de cada produtor em modificar esse tipo de vinho.

Segundo dados da empresa líder mundial de pesquisa estratégica de mercado, a Euromonitor International, as principais tendências de aquisição de vinhos são as seguintes:

– vinhos de produtores com conceito de terroir e artesanais;

– vinhos descontraídos e leves;

– vinhos biodinâmicos e orgânicos.

Dessa forma, os vinhos róses que são elaborados por vinícolas boutiques, por pequenos produtores familiares e de maneira mais sustentável possível passam a ser as opções queridinhas do público wine lovers. Vamos descobrir o porquê?

Características

O vinho rosé é um dos tipos de vinho feitos em todo o mundo. Ele sofre influência  do clima, da geologia, da combinação das uvas escolhidas e da atenção do vinicultor desde a plantação até o engarrafamento. Esse passo a passo é conhecido como terroir, palavra francesa que engloba todas as questões que influenciam a  vitinivicultura.

Ele é elaborado a partir de uvas tintas. O que muda é o tempo determinado que as peles ficam em contato com a polpa, pois são elas que fornecem os pigmentos e a coloração do vinho. As cores variam do rosa pálido ao vermelho-cereja intenso. O curioso é que o sabor é muito parecido com os vinhos brancos, no entanto os aromas estão mais voltados para as frutas vermelhas e silvestres, que é mais próximo dos vinhos tintos.

Os vinhos rosés mais leves de coloração e sabor são oriundos do Velho Mundo, de países como França (Vale do Loire e Provence) e Espanha (Alicante), eles costumam ser delicados, frescos, com maior acidez e notas de frutos vermelhos. São vinhos mais jovens, florais, com muita fruta, variação de aromas, sabores e cores variadas.

Vinhos rosés são leves, descontraídos e fáceis de beber
Vinhos rosés são leves, descontraídos e fáceis de beber

Métodos de Produção

A França é o país que levou o rosé para o mundo porque este possui as castas que são mais utilizadas para se fazer a bebida: pinot noir, merlot, grenache, etc. Conheça os métodos mais utilizados para o processo de elaboração dos vinhos rosés: prensagem direta e sangria.

Prensagem direta é quando a maceração do suco e das cascas é realizada durante um tempo curto para a extração da cor e aromas. O resultado é um vinho de cor bem clara, de salmão ou casca de cebola, além de apresentar uma finesse aromática.

Sangria é quando a maceração a frio do suco e das cascas é realizada em cuba ou tanque de aço inox pelo período de 8 a 24 horas para a extração da cor e aromas. O vinho fica com uma cor mais forte devido à separação do suco e das cascas e com aromas de morango e groselha, por isso consegue uma complexidade aromática maior.

Quanto mais escuros os pigmentos do vinho rosé maior o tempo de contato que o suco teve com as cascas das uvas na época da maceração. E agora podemos explicar como funciona o processo de vinificação em geral dos vinhos rosés, que é um pouco diferente dos brancos e tintos.

França popularizou o vinho rosé no mundo
França popularizou o vinho rosé no mundo

Vinificação dos vinhos rosés

Para a produção deste tipo de vinho é preciso que o produtor tenha bastante experiência e muitos conhecimentos químicos. O vinho rosé deve agradar na cor, no aroma e sabor instantaneamente. O consumidor deve primeiro apaixonar-se pela sua cor, o nariz de fruta recém-colhida é importante e na boca terá que passar um gosto redondo, vivo, macio, mas ao mesmo tempo ácido para dar vontade de beber sem parar.

A elaboração de um vinho rosé apresenta grandes dificuldades porque o enólogo precisa ter muita habilidade a fim de não deixar que as cores extraídas da casca se oxidem. É um trabalho de muita dedicação para que a cor do vinho fique estável e tenha personalidade. Assim como os sabores, que devem ser plenos e possuir paladares delicados.

Para isso, a escolha tende a ser a maceração a frio que leva as uvas desengaçadas a uma temperatura controlada de 8o C até a cor desejada aparecer. Nesse caso, a fermentação sofre uma forte intervenção, acontecendo uma desaceleração até no processo oxidativo. Quando isso acontece, o enólogo mistura o mosto ao bagaço e inicia uma prensagem com posterior fermentação, como acontece na produção dos vinhos brancos.

A temperatura deve ser também controlada entre 16 e 18o C para manter os perfumes básicos que farão parte do seu aroma. Após a fermentação, recomenda-se manter o vinho para não envelhecer em outra temperatura, no caso mais baixa, entre 12 e 13o C.

Tanques de aço inox permitem o controle da temperatura e evitam a oxidação
Tanques de aço inox permitem o controle da temperatura e evitam a oxidação

Vinhos Rosés diferenciados

A Wine Lovers, tem um portfólio incrível de vinhos rosés, de diversas partes do mundo, para que o cliente possa experimentar e ter contato com os mais variados aromas e sabores. Conheça alguns que selecionamos abaixo:

VON SIEBENTHAL ROCOCÓ
VON SIEBENTHAL ROCOCÓ

O vinho Von Siebenthal Rococó, da vinícola chilena, Von Siebenthal, possui 40% Cabernet Sauvignon, 30% Merlot e 30% Cabernet Franc. Apresenta aroma fresco e cálid oao mesmo tempo, com notas de frutas vermelhas confitadas de morango e framboesas, toques de especiarias, mel, caramelo e marrasquino. Tem grande volume, sedosidade e concentração. Taninos equilibrados e proporção ideal de álcool e acidez. Ideal com frutos do mar, assados e grelhados.

CHÂTEAU LE THOU OR ROSÉ
CHÂTEAU LE THOU OR ROSÉ

O vinho Château Le Thou Or Rosé, da vinícola francesa, Famille Valery, tem 80% Grenache e 20% Syrah. De coloração rosa suave e brilhante, aroma muito fresco, com notas persistentes de frutas vermelhas. Paladar elegante e complexo para que gosta dos vinhos de Languedoc, na França. Harmoniza muito bem com pratos da culinária asiática, além de poder ser desfrutado como aperitivo sozinho.

CASTILLO DE JUMILLA ROSÉ

O vinho Castillo de Jumilla Rosé, da vinícola espanhola, Bodegas Bleda, é feito com 100% Monastrell. De cor salmão rosa, No nariz é poderoso, limpo com intensos aromas de morangos e rosas. Na boca apresenta amplitude e elegância com sabores de frutas vermelhas. O final é persistente. Combina bem com risotos, massas, frutos do mar, cogumelos, atum salgado, carnes macias e peixes leves.

VAL DI TORO ANNA'S SECRET
VAL DI TORO ANNA’S SECRET

O vinho Val Di Toro Anna`s Secret, da vinícola italiana, Val Di Toro, possui 100% Sangiovese. Com cor rosa suave, reflexos brilhantes e vivo costuma agradar os paladares mais exigentes. Aromas de morango e frutos silvestres. Sabores aromáticos e minerais. Presistência muito longa, acidez que permite apreciar as diversas percepções gustativas. Um vinho muito elegante, limpo e fresco. Excelente com aperitivos, salmão, frutos do mar e comidas apimentadas.

2 respostas para “O fenômeno dos vinhos Rosés”

  1. Me chamo Geanny e estou realizando uma pesquisa a respeito do mercado consumidor de vinhos a fim de inserir um novo produto no mercado. E estou buscando pessoas que entendam do assunto para que respondam o seguinte questionário: https://forms.gle/VXQZGAYdP4L6xBv26, demora entre 3 e 5 minutos para ser respondido. Ficaria muito grata se você pudesse responder!

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