A Importância dos Prêmios

Existem muitas premiações no mundo dos vinhos. Alguns produtores fazem questão de participar de concursos, degustações às cegas e provas reconhecidas por críticos e sommeliers renomados. Outros não acham necessário colocar suas produções à prova devido à característica muito particular do seu produto. Isso é uma questão muito subjetiva! No entanto, algumas vinícolas gostam de divulgar os prêmios. Vamos conhecer os mais importantes no mercado de vinho.

Medalhas, pontos e selos de qualidade

Antes é preciso esclarecer as diferenças das premiações disponíveis para as vinícolas e produtores de vinho. Cada tipo exige alguns requisitos específicos para a participação, alguns são apenas da mesma região, terroir, país, etc. Outros podem ser comparados devido à casta, especificidade, safra e método agrícola. Enfim, há muitas variáveis que precisam ser mencionadas ao ser contemplado com uma dessas condecorações.

Algumas pessoas fazem questão de tomar vinhos que são reconhecidos por grandes nomes como Robert Parker, Jancis Robinson, James Suckling, Tim Atkin, Gilbert & Gaillard, Luca Maroni; outras acreditam mais nas entidades que atestam a qualidade da bebida como Decanter, Wine Spectator, Wine Enthusiast, Descorchados, falstaff, The Wine Hunter; além dos mais conhecidos como International Wine and Spirits Competiton (IWSC), The International Wine Challenge (IWC), Concours Mondial de Bruxelles, Mundus Vini, Concurso Internacional Bacchus e outros regionais.

O vinho é uma bebida fascinante, que muda a cada safra. É impossível tomar o mesmo porque a uva e o terroir sofrem influências diretas do clima, por isso, a cada colheita tudo pode acontecer. Essa imprevisibilidade é que faz a beleza dos vinhos. Claro que alguns produtores podem optar por deixar seu vinho cada vez mais parecido ao longo dos anos com diversas técnicas. No entanto, muitos vitivinicultores optam por deixar a natureza dar as suas cartas e transformar o conteúdo de cada garrafa em algo único.

Vinhos artesanais, orgânicos, biológicos, biodinâmicos e veganos são produzidos desta forma mais tradicional e resultam muitas vezes em experiências indescritíveis, por isso não tem a intenção de ser examinados ou avaliados. Como disse anteriormente a escolha é particular de cada vinícola. Alguns prêmios podem ser considerados também apenas marketing para aumentar as vendas e até como forma de arrecadação financeira, visto que para entrar nesses concursos os participantes precisam investir boas somas de dinheiro.

Agricultura orgânica e vinhedos velhos podem expressar melhor o terroir
Agricultura orgânica e vinhedos velhos podem expressar melhor o terroir

Críticos renomados

Para atestar a excelência de um vinho, o mercado internacional reconhece algumas pessoas experientes que podem com imparcialdiade e muita credibilidade experimentar e pontuar os melhores exemplares daquele ano. Vamos conhecer os mais importantes nos dias de hoje.

Começaremos com a crítica de vinhos britânica Jancis Mary Robinson, 71 anos. É jornalista e escritora de vinhos. Atualmente, escreve uma coluna semanal para o jornal Financial Times e publica diariamente em seu site www.jancisrobinson.com. Ela também fornece conselhos para a adega da rainha Elizabeth II e foi condecorada com o Mérito Agrícola Francês. Foi a primeira mulher a obter o título de Master of Wine. Suas avaliações de vinhos seguem a escala de 20 pontos.

Jancis Robinson – Foto e logo
Jancis Robinson

O segundo é o crítico de vinhos norte-americano Robert McDowell Parker Jr., 74 anos. Criou o boletim informativo The Wine Advocate, www.robertparker.com,  e tornou-se um dos mais influentes na decisão de compra de vinhos nos Estados Unidos. É editor colaborador da Food and Wine Magazine e da revista BusinessWeek, da revista britânica The Field e o primeiro crítico de vinhos não-francês da revista L’Express. O nariz e o palato dele estão segurados por US $ 1 milhão. Suas avaliações de vinhos seguem a escala de 100 pontos.

Robert Parker

O terceiro é o crítico de vinhos e charutos norte-americano James Cameron Suckling, 62 anos. Ele é ex-editor sênior e chefe do Bureau Europeu da Wine Spectator e editor europeu da Cigar Aficionado. É considerado também como um dos críticos de vinhos mais influentes do mundo e um dos mais experientes críticos de charutos vintage. Possui o site: www.jamessuckling.com em que publica conteúdo de vídeo. Suas avaliações de vinhos seguem a escala de 100 pontos.

James Suckling

Prêmios mais importantes

International Wine and Spirits Competition (IWSC)

É uma competição anual de vinhos e bebidas destiladas fundada em 1969 pelo enólogo alemão/britânico Anton Massel. Todos os anos, em novembro, em Londres, a competição recebe inscrições de mais de 90 países em todo o mundo. Os prêmios concedidos pela competição são considerados grandes honrarias no setor. Apenas os produtos que pagam a taxa de inscrição de £ 140 por categoria são julgados, e três/quatro garrafas de cada produto devem ser fornecidas. Dependendo dos pontos de 100 premiados, os produtos enviados podem receber prêmios de ouro (90 a 100 pontos), prata (80 a 89 pontos) e bronze (75 a 79 pontos), e não há limites de quantos prêmios podem ser concedidos. Há também uma grande variedade de troféus a cada ano. O processo de julgamento consiste em degustação às cegas e painel de discussão. As incrições são julgadas por painéis selecionados de 400 juízes especialistas de todo o mundo. Demora mais de seis meses para julgar todos os produtos à medida que são classificados em mais de 1.500 categorias. As categorias dividem as entradas por vários fatores: região ou área; variedade, estilo ou tipo; vintage ou idade; e características semelhantes. Os vinhos e destilados premiados vão para o nível nacional ou internacional. www.iwsc.net

IWSC

International Wine Challenge (IWC)

É o concurso anual de vinhos realizado na Grã-Bretanha, originalmente lançado por Robert Joseph e Charles Metcalfe, em 1984. Eles queriam ver como um conjunto de vinhos ingleses se saía quando confrontado com exemplos de outros países. Metcalfe e Joseph presidiram o crescimento da competição para reivindicar ser o maior do mundo e, no final dos anos 1990 e início dos anos 2000, Joseph lançou o International Wine Challenge em Hong Kong, China (Xangai e Pequim), Cingapura, Japão, Vietnã, Tailândia, Rússia, Polônia e Índia. Joseph renunciou no final de 2006, após a venda do concurso para William Reed Business Media. O UK IWC ainda é presidido por Charles Metcalfe e uma equipe de juízes de vinhos eminentes, incluindo Oz Clarke e Tim Atkin. Os resultados são publicados na London Wine Fair e o Jantar de Premiação é realizado no outono. Os prêmios vão de grande ouro (90 a 100 pontos), ouro (80 a 89 pontos), prata (70 a 79 pontos) e bronze (60 a 69 pontos). www.internationalwinechallenge.com

IWC

Decanter World Wine Awards (DWWA)

Competição de vinho fundada em 2004, a competição com sede em Londres agora recebe inscrições de mais de 47 países em todo o mundo e em 2014 recebeu mais de 15.000 inscrições, tornando-se a maior competição de vinhos do mundo. Os resultados da competição são publicados online e impressos na edição de agosto da revista Decanter, que é lançada em julho. Presidido por Steven Spurrier, o DWWA reúne mais de 200 especialistas em vinho do mundo, incluindo 66 Masters of Wine e Master Sommeliers. Os selos podem ser Best in Show, Platinum, Ouro, Prata e Bronze. www.decanter.com

Decanter

Concours Mondial de Bruxelles

É uma competição internacional durante a qual mais de 9.000  vinhos  são apresentados pelos produtores para serem provados e avaliados por um painel de 300 especialistas em vinhos. Em 25 anos de experiência, o concurso é hoje um dos mais importantes eventos internacionais do gênero, ao mesmo tempo em que é uma vitrine das últimas tendências em variedades de uvas, denominações e safras. Criada por iniciativa de Louis Havaux, foi realizada pela primeira vez em abril de 1994 em Bruges. Atingiu sua dimensão internacional quando foram registradas mais de 860 amostras, coletadas em apenas dois meses com a participação de 29 países. Para obter este reconhecimento, o Concurso elege rigorosamente provadores de renome e reconhecidos pela sua competência. A organização garante-lhes  ótimas condições de degustação e investe alto até no controle a posteriori das amostras premiadas. Assim, são efetuadas regularmente análises complementares aos vinhos que ostentam a medalha. Essas verificações são organizadas para garantir aos consumidores total confiabilidade dos resultados. Em 2006, a competição global decide afirmar seu caráter internacional fazendo uma escala fora de suas fronteiras. Após o excepcional sucesso desta iniciativa, o Concurso decidiu continuar neste caminho. Em mais de dez anos, a competição percorreu toda a Europa. As medalhas vão de Grande Ouro, Ouro e Prata. www.concoursmondial.com

Concours Mondial de Bruxelles

Sugestões Wine Lovers

A Wine Lovers, tem em seu portfólio incontáveis vinhos premiados e a cada dia aumenta mais o número de rótulos que possuem algum destaque entre críticos, sommeliers, revistas do setor e grandes organizações. Conheça algum desses incríveis vinhos, lembrando que não é porque o vinho não possui selos, medalhas, pontos, entre outros, significa que é ruim, certo? Muitos produtores e vinícolas de vinhos excelentes, apenas acham desnecessário participar e disputar prêmios.

Caso do vinho chileno William Cole Bill Cabernet Sauvignon – Edição Limitada, com 100% cabernet sauvignon. De cor vermelho escuro intenso e profundo com leves toques violáceos. No nariz apresenta notas de frutas negras maduras, cassis, anis e nuances de manteiga e baunilha. Na boca é persistente com taninos suaves e redondos, agradáveis ao paladar. Destacam-se notas de especiarias e baunilha. Ideal com carnes de caça e queijos maturados. O vinho conquistou 93 pontos Descorchados 2021, 92 pontos Descorchados 2018; 93 pontos Descorchados 2017 e a Medalha de Prata Decanter 2017.

Do vinho espanhol Divus, da Bodegas Bleda, com 100% monastrell – vinhas velhas. De cor vermelho cereja, muito intensa com reflexos violáceos. No nariz apresenta aromas vivos de frutas vermelhas maduras e especiarias. Na boca é saboroso, rico com notas balsâmicas, muito potente com boa acidez e taninos bem incorporados. Final amplo e extraordinário. Combina bem com aperitivos, tapas, queijos curados, embutidos, jámon, paellas, risotos e carnes vermelhas.  Este vinho conseguiu os seguintes prêmios: Medalha de Ouro Gilbert & Gaillard 2018/2019; Medalha de Ouro Berliner Wein Trophy 2014/2015 e 91 pontos Wine Spectator.

Do vinho argentino Kalós Cru Gran Reserva, da Kalós Wines, com 100% malbec. De cor vermelho intensa com tons violáceos. No nariz aromas de frutos vermelhos, amoras, cassis e ameixas com um delicado toque de baunilha e chocolate, bem integrados. Na boca é redondo e aveludado, muito persistente, com taninos maduros e doces. Volumoso, acabamento longo e elegante. Harmoniza muito bem com carnes vermelhas, cordeiro e aves. Conquistou 91 pontos – James Suckling, a Medalha de Prata da Decanter 2017 e a Medalha e Ouro no Grande Concurso de Vinhos da Argentina 2015.

E do vinho chileno Von Siebenthal Riomistico, da Viña von Siebenthal, que possui 100% viognier. No nariz apresenta aromas de flores de acácia e mimosa. Na boca possui volume marcado por frutas tropicais e mel. Atingiu 90 pontos – James Suckling e 91 pontos – Robert Parker.

E do vinho romeno Prahova Valley Feteasca Alba, da The Iconic Estate, que possui 100% Feteasca Alba que é fresco, bem equilibrado com sabores delicados a frutas exóticas e notas de sabugueiro e capim-limão. Conquistou a Medalha de Ouro no Concours Mondial de Bruxelles 2021 e possui outras Medalhas de Bronze em mais três: Decanter World Wine Award 2019, International Wine & Spirits Competition 2019 e International Wine Challenge 2019.

Outro rótulo romeno da mesma vinícola é o Prahova Valley Feteasca Neagra, com 100% Feteasca Neagra que é rico em cor e corpo, apresentando aromas a folha de videira e pão acabado de cozer, complementados por intensa ameixa defumada e carvalho cremoso, uma estrutura sólida e sabores picantes que perduram num final longo. Recebeu a Medalha de Ouro no Concours Mondial de Bruxelles 2021 e no China Wine & Spirits Award 2018.

Mais um premiado vinho romeno selecionado é o Byzantium Rosso, com um blend das uvas Feteasca Neagra, Shiraz e Cabernet Franc. Com cor vermelho rubi profunda. Aromas intensos a frutos silvestres maduros e ameixas pretas provenientes da casta indígena Feteasca Neagra, bem como a pimenta vermelha e preta proveniente do Shiraz. Os aromas estão bem integrados com notas de baunilha e chocolate e requintada madeira de carvalho. O final é prolongado com notas crocantes de menta e violeta estruturadas pelo Cabernet Franc. Em 2021, ganhou a Medalha de Prata no Concours Mondial de Bruxelles e em 2016, a Medalha de Ouro no China Wine & Spirits Award.

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